quinta-feira, 11 de julho de 2013

Era uma vez o amor...

   Ok, vamos afundar no clichê comum na vida de qualquer adolescente. Vamos descrever o tal sentimento mais uma vez,trocando algumas palavras pra variar. Certamente muita gente fala que o amor é algo fascinante, um sentimento misterioso que parte ou constrói corações solitários. De fato. Porém, os filmes hollywoodianos nos passam uma certa impressão de que no final, depois do típico sofrimento amoroso, tudo dará certo, o casal viverá feliz, e quem tanto sofreu irá, para a alegria do senhor, ser feliz com a sua conquista. Lindo. Mas voltemos a realidade. 
   Tudo seria mil maravilhas se ambos os pombinhos compartilhassem de tal sentimento. Obviamente não é o que acontece, na maioria das vezes. Duas pessoas se tornam um casal por sorte,obra do destino, cartas de tarô ou se uma delas estiver fazendo de tudo para se identificar com a outra e agradá-la. O tradicional é uma pessoa se apaixonar pela outra e esta não sentir o mesmo. 
   Agora descrevamos o perfil da primeira pessoa,o fruto da paixão. Ela (falarei da menina porque,afinal,sou uma menina,entendo mais dessa parte),um belo dia, encara seu futuro amor. Nada acontece. Entretanto,com o passar do tempo, ela nota certas pecualiaridades no cara que as interessa. Ela se identifica com certos trejeitos e gostos dele. Ele olha pra ela. Ele,num certo momento, fala com ela. Eles conversam, riem, compartilham fatos da vida. Otimo. Os olhos da menina brilham com o progresso(?). A menina imagina momentos com ele, treina futuras conversas, se vê na frente do espelho enquanto fala só pra checar o melhor ângulo do seu rosto e até repara em pequenas falhas no seu cabelo ou em qualquer parte do corpo que podem ser melhoradas. Tais pensamentos dominam sua mente e ela perde muito tempo com isso. Além disso, ela vai atrás de todos os gostos do rapaz a fim de terem algo em comum no que conversar. Muitas vezes eles de fato possuem algo em comum. Tola. Ela não vê a hora de vê-lo. Quando eles começam a conversar, para a menina, é como se os minutos morressem e tudo é muito feliz. O tempo passa e ela realmente está gostando daquilo e tem até mesmo expectativas. Dai,em um dia de sol, num raiar da manha, o menino, no meio de uma conversa sorri e fala: cara, você é uma amiga e tanto. Cara? Amiga? Puf.
    Infelizmente a menina não enxerga o que se passa ali. Finalmente, quando ela nota que o que ele é pra ela não é igual ao que ela é pra ele, e não por analisar a situação, mas por puro devaneio, sua mente é mais uma vez inchada por pensamentos bem fúteis, do tipo '' o que há de errado comigo'', e é ai que a menina erra feio. Ela começa a imaginar que o errado é ela, o anormal é ela, o não desejável é ela. O menino ainda continua o perfeito da história. E quando essa situação já se repetiu diversas vezes ao longo de sua vida? A autoestima simplesmente despenca e ela nem nota. Depois de uma certa época ela nem liga mais para o amor,a beleza ou coisas do tipo, não que ela se odeie ou pare de se cuidar, apenas por não ter tanta importância. Viva! A vida e a mente dela estão mais uma vez estáveis, preocupadas com o bem comum, com a felicidade e com que filme assistir em uma tarde de tédio. Sinto-lhes informar, mas anteriormente ela houvera criado expectativas e elas nunca morrem. O que acontece? Uma paixão reaparece, e tudo volta a tona. 
   Taí. É essa crônica de algumas linhas que os roteiristas transformam em verdadeiras tramas e dramas nas telinhas do cinema e em páginas e páginas de grandes best-sellers. Só não me venham com triângulos amorosos e instabilidade emocional frenética. Se duas pessoas se gostarem verdadeiramente já é dificil, três já é apelar pra boa vontade.
   Uma boa noite.

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