quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Coisas de quem não dorme a noite.


  Hora de dormir.Hora de deletar tudo de inútil que foi vivido naquele dia.Não pensar em mais nada seria uma boa ideia,caso isso realmente funcionasse.Enxergar apenas o teto seria ótimo.Pena que não é assim.
  Milhões de imagens e pensamentos se configuram no teto como uma tela de cinema.Uma projeção de tudo que foi feito ou deixado de fazer é inevitável naquele quarto escuro.Um sentimento de vazio.Um silêncio perturbador e até mesmo ensurdecedor sempre me impede de dormir um sono tranquilo.Como eu queria voltar a sonhar lindas histórias,ou até mesmo coisas intrigantes e inexas...Sozinha,nesse silêncio?Impossível.
  Só existe uma coisa que me estimula a esquecer tudo,de uma vez.É quando as melodias alcançam minha alma que eu realmente relaxo.É quando elas me invadem,sem censura,que a dor e os arrependimentos se dissipam na ventania que entra pela janela.Meu sentimento de felicidade canta junto com as letras melancólicas e poéticas.É nessa hora que o silêncio vira meu aliado,porque ele apenas cala meu corpo,mas não meu espírito.
  O dia amanhece.Noto a luz do sol vazando pelas brechas da janela.É ai que eu entendo que a música não é inventada,feita ou produzida,mas é liberada da essência de cada um,e quando alguém ouve e se identifica descobre que não está sozinho no mundo.
  Sendo assim,não espero compreensão de quem lê,porque,talvez,seja algo impossível.

Garz.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Fim de tarde.

 Sentada na calçada eu esperava a noite chegar.Via o tempo morrer e nascer ao mesmo tempo e seguia o ritmo do sol poente.Meu olhar girava para deslumbrar a paisagem alaranjada.Eu esperava aquela sombra desejada surgir no final da rua.Não seria apenas eu e a solidão eternamente junto ao reggae.Ou seria?Bob Marley reinava ao meu redor com seu ''One love''.Eu sorria.Eu cantava.Eu aproveitava o momento como sendo o último.Ignorando as horas eu andava ao longo da estrada esperando a solidão acabar.Mas eu não estava triste.Ainda.Eu gostava do que estava acontecendo.Daquele clima de liberdade e independência que consumia meu coração.Tive que correr.Correr da vida e de tudo aquilo que grudava em mim e só me atrasava.A brisa que batia contra meu rosto me fazia esquecer completamente do que eu havia deixado pra trás.Da calçada de desilusões que me agarrava para consumir ainda mais minha esperança de encontrar o que tanto procurava.
  A música acaba.Volto a realidade.Já é noite e não sei aonde estou.Era apenas a luz do luar que guiava ali.Minha procura não tivera êxito.Minha solidão continuava ali,intacta,esperando o momento certo para me abandonar e dar lugar a minha felicidade.Esperei muito tempo no final da rua.Agora é hora de seguir em frente e aprender a lidar com a situação.
  Esse é o tipo de coisa que ninguém,jamais,conseguirá compreender.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O Código Jedi.


Não há emoção, há paz.
Não há ignorância, há conhecimento.
Não há paixão, há serenidade.
Nao há caos, há harmonia.
Não há morte, há a Força.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

E as férias chegaram ao fim.

   Pois bem,as férias acabaram e agora o jeito é voltar a vida normal de novo.Dormir cedo,deixar de lado a TV e abrir mão de estar escrevendo no blog uma hora dessas.Estudar a tarde inteira,esperar a noite chegar e desejar uma linda noite bem dormida,sendo que minha cabeça está pensando em tanta coisa que o máximo que eu consigo é...é simplesmente não dormir.
  Bem,minhas férias não foram tão trágicas e entediantes.Viajei.Fui a lugares distantes,mas nem tanto.Acho.Conheci novas culturas,novas personalidades,lugares interessantes e paisagens exuberantes.Fotos reinam agora no espaço do meu pen drive,esperando serem reveladas para terem a oportunidade de mofar durante muito tempo na minha cômoda.Algumas poucas horas de filmagem para serem vistas e revistas algum dia adiante.E ainda resta minha memória,mesmo que falha.
  Mas e então,qual a serventia de tudo isso?O que eu posso aproveitar desse recurso para melhorar minha vida?Talvez nada.Ou não.
  Resumidamente a viagem foi bem emocionante.Prefiro não falar para onde fui,até porque creio que quem esteja lendo isso ja saiba.Estive em extremos naturais,perto da morte até.Exagerei.Passei por momentos de frustração,alegria,aventura e medo.Tudo junto a família.
  Parece patético,ou não,mas viajar com meus pais é divertido.
  Enfim,aprendi algo nessa viagem: se orgulhar do que tenho,e do que não tenho.Mesmo o Brasil não sendo lá essa coisona toda que a mídia tanto promove,ele se destaca como um país do qual podemos ser de vários gêneros e tipos,ter várias personalidades sem ser considerado como louco ou horrivelmente diferente.
  Sinceramente eu não sei onde quero chegar e nem pretendo fechar e concluir meu raciocínio nessa postagem.Portanto,tenha uma boa noite.