''Nascemos sozinhos,vivemos sozinhos e morreremos sozinhos.Só há uma coisa a fazer: aceitar que a vida é simplesmente solidão.''
domingo, 10 de abril de 2011
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This is War.
As flechas assobiam.Corpos são mortos.O sangue é derramado sobre a terra úmida.Os gritos vociferam em uma intensidade profunda.Cada um por si.O leito do rio é tingido pelo vinho forte.A correria continua.A ansiedade pela vitória aumenta.Quando vai acabar?
Então a batalha é cessada.A multidão se cala.O silêncio predomina.O luto invade o coração dos vencedores.Amigos perdidos na luta.Almas encaminhadas para um destino desconhecido.A dimensão dos mortos.A terra dos sobreviventes.Eles ainda pedem paz.Não querem viver para morrer.Não querem morrer pela vida.Não querem morrer pela vitória.Não querem matar para vencer.Não querem sujar suas mãos pelo pecado,pelo sangue.Querem viver.Apenas viver.Viver com suas famílias,na paz de seus lares,na felicidade de suas terras,terras essas puras.Não querem passar toda a eternidade pedindo perdão.Não querem obedecer eternamente a um superior ignorante e possessivo,deitado em sua cama de ouro,junto a sua esposa magnífica desejada pelos homens.Sim,os poderosos do reino se vangloriam por seus pertences.Seus subordinados são sua fortuna.Pobre daqueles que vivem para a guerra.Mas a esperança renasce dentre os homem do exército.A alegria da vitória pela liberdade enche o coração da multidão,que contemplam,ao mesmo tempo,a dor da perda.A emoção invade a consciência daqueles homens.E o grito da vitória viaja por toda a floresta.Eis a salvação.O poder do povo.O poder daqueles que lutam por eles.O poder digno de um ser humano capaz de amar uns aos outros como a ele mesmo.O poder de pedir perdão pelos pecados fatais.Eram apenas ordens.Ignore-as e viva longe de mãos inimigas.Grite.Grite,e assim,os homens terão paz,e não destruirão aquilo que não é deles apenas pela vitória,pois a vitória é digna da vida e isso não pode ser simplesmente destruído.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Imagine.
Os olhares se cruzam.As almas se intercalam.As mentes se unem.O mundo simplesmente para de existir.Os pulmões já não respiram.Tudo fica mudo e a única coisa que se ouve é a batida dos corações.Um ritmo envolvente.Uma melodia deprimida.E ela não existe.O lugar não importa.Nada mais importa.A distância entre seus pensamentos e o mundo real é incalculável.Nada mais faz sentido.Mas o que é isso?
Tudo se apaga.O sons voltam.O relógio retorna com seu tique-taque insuportável e a luz do dia irradia entre as brechas da janela.Por que tudo que sempre é imaginado nunca é real?Por que tudo tem que ser apenas uma mera ilusão?
Então,sempre voltaremos,ao amanhecer,ao pequenino e limitado universo de rotina.Imagine.Imagine.Imagine.Assim,poderemos fazer aquilo que não fazemos.Ser aquilo que não somos.Quem sabe isso pode ser muito bom,ou muito ruim.Questões que não pretendo resolver.
Tudo se apaga.O sons voltam.O relógio retorna com seu tique-taque insuportável e a luz do dia irradia entre as brechas da janela.Por que tudo que sempre é imaginado nunca é real?Por que tudo tem que ser apenas uma mera ilusão?
Então,sempre voltaremos,ao amanhecer,ao pequenino e limitado universo de rotina.Imagine.Imagine.Imagine.Assim,poderemos fazer aquilo que não fazemos.Ser aquilo que não somos.Quem sabe isso pode ser muito bom,ou muito ruim.Questões que não pretendo resolver.
sábado, 2 de abril de 2011
Living with wolves.
Tu és omitido da verdade.Tu não podes contestar com os poderosos.Abra teus olhos e serás transformado em bruxo.Fuja.Corra para a floresta.Roube o cavalo real e inflija a lei da autoridade máxima da corte.Procure por uma clareira.Mas há lobos a tua volta.Lobos famintos e sedentos.Corra e serás atacado ferozmente pelos animais.Permaneça imóvel e o resultado será o mesmo.Não há a cabana segura que serve para esconderijo para aqueles que abrem os olhos.Não há quem abra os olhos.Não há árvores altas o bastante para te proteger dos lobos.Seus olhos profundos te fitam com um obscuro sentimento de medo.Tu não tens armas,tu não tens espadas ou qualquer tipo de escudo.Tu és um mero mortal que desejas fugir eternamente da ignorância.Os lobos não te matarão.Eles só querem comida.Cace uma lebre e divida-a com eles.Ache uma nascente e os dê de beber.Mate a tua fome e a tua sede.Viva com os lobos.Tu não és mais uma ameaça.Tu é os olhos da humanidade.Olhos corajosos que enfrentaram o poder de outros olhos injustos.Construa tua tragetória,como o caminho livre da nobreza.Crie tuas verdades e tuas crenças e seja feliz.O que ainda posso falar?Viva com os lobos.
segunda-feira, 21 de março de 2011
XXXXXXX?
Onde está o sentido de ainda estar viva?Onde estão as coisas da quais eu me apoiava?Onde estão as coisas da quais eu amava?Como repor o tempo perdido se já não há mais essa noção?Durmo sem saber que horas são,acordo sem saber em que dia estou e ando sem saber aonde vou.Mas onde está a lógica?E o que é tudo isso que vem em mente?Que zumbido é esse que tanto ecoa em meus sonhos?Dias que nunca acabam,tempo que nunca passa,mundo que não gira e essa angústia que me mata.Mas onde está a lógica?
O silêncio profundo me nocauteia a cada eternos segundos de um período onde minha essência se dissipa em solidão e culpas que não me deixam nunca.Não,não existe lógica em tudo isso.Não há um raciocínio concreto e morreremos sem saber do que eu estou falando.
O silêncio profundo me nocauteia a cada eternos segundos de um período onde minha essência se dissipa em solidão e culpas que não me deixam nunca.Não,não existe lógica em tudo isso.Não há um raciocínio concreto e morreremos sem saber do que eu estou falando.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Repetição da mesma idéia continua.
Um barco de ilusões carrega sonhos perdidos e esquecidos por pessoas que desistiram de acreditar no impossível,de acreditar no que não existe,seguindo apenas o real.A chuva forte de verão joga tudo de mágico contido nesses sonhos ao relento do mar,afogados em mágoas deixadas de lado e substituídas por desculpas esfarrapadas.A equipe de resgate não existe pois não haveria tarefa alguma.As ondas já levariam todos os sonhos.Mas os pesadelos não estariam lá.Eles são guardados e nunca são jogados nesse barco.Os pesadelos fazem parte da realidade.
A minha filosofia de vida barata e glichê não para de vir à minha mente e me atormenta dia e noite.A vontade de ouvir Raul seixas e refletir sobre sua metamorfose ambulante é inevitável.O burburinho insuportável de pensamentos não silencia nunca.Mas quando a surdez repentina e o desgrudamento do mundo me atingem,o sentimento de nada me envolve.Imagens sem sentidos me rodeiam.Pessoas,paisagens,animais,cenas em movimento e sentimentos que me abraçam e me prendem ao surreal.Não há um ponto seguro,um ponto em branco.O lugar não possui portas ou janelas,quanto mais alguém que pudesse ouvir meus pedidos de socorro.Recomeçar seria interessante.Jogar o que não importava no barco e mandá-los a tempestade do oceano.Construir uma parte em branco,virar a página,comprar um novo caderno estampado para reescrever a historia.Inventar coisas do meu agrado e acreditar que seriam elas que me abraçariam na próxima vez que a força me puxasse para o lugar esquisito.E se eu esquece de algum detalhe importante?De alguém especial?O que realmente importava seria jogado junto ao lixo do barco e eu viveria em um vazio repleto de invenções.Viveria num lugar cheio de imagens e coisas que não eram minhas,que não eram de ninguém,que não existiam.
E onde eu quero chegar com isso?
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