Sentada na calçada eu esperava a noite chegar.Via o tempo morrer e nascer ao mesmo tempo e seguia o ritmo do sol poente.Meu olhar girava para deslumbrar a paisagem alaranjada.Eu esperava aquela sombra desejada surgir no final da rua.Não seria apenas eu e a solidão eternamente junto ao reggae.Ou seria?Bob Marley reinava ao meu redor com seu ''One love''.Eu sorria.Eu cantava.Eu aproveitava o momento como sendo o último.Ignorando as horas eu andava ao longo da estrada esperando a solidão acabar.Mas eu não estava triste.Ainda.Eu gostava do que estava acontecendo.Daquele clima de liberdade e independência que consumia meu coração.Tive que correr.Correr da vida e de tudo aquilo que grudava em mim e só me atrasava.A brisa que batia contra meu rosto me fazia esquecer completamente do que eu havia deixado pra trás.Da calçada de desilusões que me agarrava para consumir ainda mais minha esperança de encontrar o que tanto procurava.
A música acaba.Volto a realidade.Já é noite e não sei aonde estou.Era apenas a luz do luar que guiava ali.Minha procura não tivera êxito.Minha solidão continuava ali,intacta,esperando o momento certo para me abandonar e dar lugar a minha felicidade.Esperei muito tempo no final da rua.Agora é hora de seguir em frente e aprender a lidar com a situação.
Esse é o tipo de coisa que ninguém,jamais,conseguirá compreender.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
O Código Jedi.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
E as férias chegaram ao fim.
Pois bem,as férias acabaram e agora o jeito é voltar a vida normal de novo.Dormir cedo,deixar de lado a TV e abrir mão de estar escrevendo no blog uma hora dessas.Estudar a tarde inteira,esperar a noite chegar e desejar uma linda noite bem dormida,sendo que minha cabeça está pensando em tanta coisa que o máximo que eu consigo é...é simplesmente não dormir.
Bem,minhas férias não foram tão trágicas e entediantes.Viajei.Fui a lugares distantes,mas nem tanto.Acho.Conheci novas culturas,novas personalidades,lugares interessantes e paisagens exuberantes.Fotos reinam agora no espaço do meu pen drive,esperando serem reveladas para terem a oportunidade de mofar durante muito tempo na minha cômoda.Algumas poucas horas de filmagem para serem vistas e revistas algum dia adiante.E ainda resta minha memória,mesmo que falha.
Mas e então,qual a serventia de tudo isso?O que eu posso aproveitar desse recurso para melhorar minha vida?Talvez nada.Ou não.
Resumidamente a viagem foi bem emocionante.Prefiro não falar para onde fui,até porque creio que quem esteja lendo isso ja saiba.Estive em extremos naturais,perto da morte até.Exagerei.Passei por momentos de frustração,alegria,aventura e medo.Tudo junto a família.
Parece patético,ou não,mas viajar com meus pais é divertido.
Enfim,aprendi algo nessa viagem: se orgulhar do que tenho,e do que não tenho.Mesmo o Brasil não sendo lá essa coisona toda que a mídia tanto promove,ele se destaca como um país do qual podemos ser de vários gêneros e tipos,ter várias personalidades sem ser considerado como louco ou horrivelmente diferente.
Sinceramente eu não sei onde quero chegar e nem pretendo fechar e concluir meu raciocínio nessa postagem.Portanto,tenha uma boa noite.
Bem,minhas férias não foram tão trágicas e entediantes.Viajei.Fui a lugares distantes,mas nem tanto.Acho.Conheci novas culturas,novas personalidades,lugares interessantes e paisagens exuberantes.Fotos reinam agora no espaço do meu pen drive,esperando serem reveladas para terem a oportunidade de mofar durante muito tempo na minha cômoda.Algumas poucas horas de filmagem para serem vistas e revistas algum dia adiante.E ainda resta minha memória,mesmo que falha.
Mas e então,qual a serventia de tudo isso?O que eu posso aproveitar desse recurso para melhorar minha vida?Talvez nada.Ou não.
Resumidamente a viagem foi bem emocionante.Prefiro não falar para onde fui,até porque creio que quem esteja lendo isso ja saiba.Estive em extremos naturais,perto da morte até.Exagerei.Passei por momentos de frustração,alegria,aventura e medo.Tudo junto a família.
Parece patético,ou não,mas viajar com meus pais é divertido.
Enfim,aprendi algo nessa viagem: se orgulhar do que tenho,e do que não tenho.Mesmo o Brasil não sendo lá essa coisona toda que a mídia tanto promove,ele se destaca como um país do qual podemos ser de vários gêneros e tipos,ter várias personalidades sem ser considerado como louco ou horrivelmente diferente.
Sinceramente eu não sei onde quero chegar e nem pretendo fechar e concluir meu raciocínio nessa postagem.Portanto,tenha uma boa noite.
sábado, 18 de junho de 2011
Reticências...
Minha cama macia e meu travesseiro estampado me convidavam para um momento de relaxamento.As músicas filtravam meus pensamentos,restando apenas aqueles que me faziam sorrir e que me faziam pensar o quanto minha vida era perfeita.Meu corpo apenas deixava de pesar por algum momento enquanto flutuava até meu sonho maravilhoso.Mais um que iria para meu caderno de redação.
O dia nasceu,e eu precisei respirar fundo aquele ar puro que rodiava meu quarto.Começei rapidamente minha busca ao caderno verde.
E então tudo estava pronto.Caderno em mãos,um lápis apontado e as lembranças da noite anterior.
Apenas algumas páginas retratavam o sonho.Eu temia pela presença de algo que me revoltava.
Depois de reler o texto eu vi.Sim,elas estavam lá.As tão temidas reticências.Aqueles pontinhos que deixavam meus pensamentos e ideias em aberto e não concluíam-os com sucesso.Transformavam meu dia em algo relativo demais.Elas estavam lá,estragando meu texto,e o transformando em frases inacabadas.Meu método de jogar toda a infelicidade fora deu errado.Minha vida estava incompleta sem ela.Infelizmente a infelicidade faz parte.Coisas ruins fazem parte.
Como descobri tudo isso?Quando aprendi a diferenciar a vida,cheia de angústias,lamentações,e felicidades,do sonho,contendo apenas momentos bonitos e encantadores.É, cara humanidade,a vida só nos torna felizes quando aceitamos que não é só isso que nos preenche por completo.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Amanhã é um novo dia.
E ao pensarmos no dia de hoje,veremos que não foi outro dia qualquer.As mesmas pessoas foram vistas,e com essas mesmas pessoas conversamos.Outras desconhecidas passaram por nós,mas nada mudou.Os mesmos horários foram respeitados.Mas então note.Não falamos da mesma forma com essas pessoas.Não olhamos ou rimos do mesmo jeito com elas.Não passamos por desconhecidos sem opinar.O tempo não passou na mesma velocidade de antes.Nosso humor não era o mesmo de ontem.Nossa alegria não era tão estonteante.O estado de espírito mudou.Nosso pensamento não está mais focado naquilo.Algo perdeu a importância de dias atrás.Alguém se prejudicou com seus atos,ou,ao contrário,saiu ganhando.O clima não foi o mesmo.O dia não estava tão claro como ontem.Mas então paramos e refletimos mais uma vez: amanhã será diferente.Poderá ser um dia melhor,ou pior,se comparado a hoje.
Portanto,se continuarmos refletindo,entenderemos a tão conhecida conclusão: ''amanhã é um novo dia''.
Portanto,se continuarmos refletindo,entenderemos a tão conhecida conclusão: ''amanhã é um novo dia''.
terça-feira, 24 de maio de 2011
~~SONHO~~
O dia estava ensolarado.O sol raiava intensamente no lago.As palhas do telhado da minha casa cantavam e dançavam junto ao vento.Isso me acalmava.Os pães estavam assando.O cheiro de chá de camomila voava e espalhava-se dentro da pequena casinha no bosque
O dia estava maravilhoso.Estava sozinha,mas isso não me incomodava.Vivia longe demais do castelo para ser incomodada por cavaleiros reais.
Tenho que admitir que não era tão feliz estando completamente sozinha,mas conseguia viver tranquilamente.Meus pais estavam distantes,muito distantes.Eles estavam felizes na dimensão dos deuses,com seus espíritos leves e livres de tristeza,esperando por mim.Mas enquanto aguardava o dia da minha grande viagem,deveria continuar vivendo pacatamente,como sempre vivi.
De repente ouço gritos.Gritos de desespero.Não notei quando a criança que tanto gritava entrou correndo pela janela do meu quarto.Era uma linda menininha,escondida pelos arranhões e hematomas que sangravam por todo seu corpo.
Sem hesitar,a criança escondeu-se debaixo da cama,horrivelmente apavorada.Depois de alguns poucos segundo ouvi o trotar de vários cavalos.Ao perceber as bandeirinhas com o emblema da corte conclui que aqueles eram os tais cavaleiros reais causadores de tamanho medo da menina.
Os homens invadiram minha casa,revirando tudo que encontravam pela frente ,procurando a criança que a pouco chegara a minha casa.Ao olharem o quarto,senti meu coração latejar na garganta.''Eles vão encontrá-la'',pensei assustada.
Depois de destruírem por completo minha pequena casa,um dos cavaleiros gritou,impondo toda sua autoridade:
-Onde está a criança bastarda?Diga-nos ou arrancarei sua cabeça sem piedade alguma!
-De que crianças estais falando meu senhor?-tentei disfarçar.
-Não me faça de tolo plebéia imbecil!Minha paciência está esgotando.
-Se tu falas de uma menininha surrada,ela seguiu para a floresta-menti-e faz pouco tempo.
Ele desconfiou,mas quando viu que,aparentemente,a garota não se encontrava ali,acreditou no que eu relatara.
Os cavaleiros dispararam para a floresta,com seus cavalos imponentes,de crinas brilhantes e sedosas.O cavalo do general era branco para diferenciá-lo e dar-lhe liderança e poder perante os outros.
Quando tive a certeza de que aqueles homens estavam longe,corri em direção a cama do quarto.
Lá estava a criança,em estado de choque.Fui até ela e tentei acalmá-la:
-Venha criança,estais segura agora.
A criança continuou calada
-Por favor fale alguma coisa-insisti-venha,tenho roupas limpas e pequenas que servirão em ti.Esquentarei a água para teu banho enquanto te acalmas.
Deixei a garota sentada na cama e fui procurar as roupas,quanto a chaleira da água começava a ferver.
Quando voltei ao quarto a menina estava deitada na cama,aliviada e aparentemente mais calma.Portanto tomei a liberdade de conversar com ela:
-Como te chamas pequena criança?
-Elisa-falou a menina envergonhada-por favor,sou sou criminosa.
-E por que estavas fugindo?-perguntei curiosa-por que aqueles homens te perseguiam daquele jeito?
-Porque fiz uma coisa muito errada.
-O que fizestes de tão errado assim?
-Por favor,não quero falar sobre isso.Apenas saiba que não sou mal.
-Tudo bem Elisa-quis mostrar intimidade para que a garota se tranqüilizasse mais-mais tarde falamos sobre isso.
Elisa concordou e foi tomar seu banho.Minutos depois,quando ela já estava banhada e vestindo roupas limpas,comecei a cuidar de seus ferimentos.No final do dia ela já estava recuperada.
À noite,na hora do jantar,sentamos à mesa e começamos a comer a canja que eu preparara pela manhã.Depois de longos minutos de silêncio,finalmente me prontifiquei a tocar no assunto que Elisa tanto repudiava:
-Criança,por que te perseguiam?
-Porque fiz algo muito errado.
-Mas o que tu fizestes de tão terrível?
-Por favor,não pergunte sobre isso.
-Desculpe,mas se eu não souber sobre a história de alguém que salvei de homens fortemente armados e poderosos,não poderei te abrigar aqui por muito mais tempo.Posso estar correndo perigo!
Elisa pensou,hesitou um pouco,mas decidiu falar:
-Peguei um objeto proibido do mago do rei.
-E que objeto é esse?-aquilo me intrigava-E que mago é esse?
-O mago é um servo do rei-Elisa parecia saber bastante do assunto-Esse mago é um estudioso que procura curas e remédios para o povoado,além de desvendar mistérios sobre nossa história.
-E que objeto você pegou?
-Uma ampulheta.
-E o que tem de tão especial em uma ampulheta?
-A ampulheta pertencia a um deus do tempo,segundo a lenda,e tem o poder de voltar no tempo.
Não podia acreditar naquilo.Mais parecia um artefato de estórias e contos para crianças.Mas concordei com o que ela dizia para que continuasse falando sobre a ampulheta:
-E para quê você queria essa ampulheta?
Elisa parou de falar,respirou fundo e continuou:
-A dois anos,aqueles mesmos cavaleiros que estavam me perseguindo,assassinaram meus pais.
-Mas por porque?-estava transtornada.
-Porque,na época,o reino estava passando por um período de estrema pobreza e fome entre quase todos da plebe,por conta dos altos impostos cobrados pela nobreza e igreja.Por causa disso,meus pais,que possuiam ilegalmente um pequena herança,doavam comida e roupas para os mais necessitados,como crianças,mulheres grávidas e idosos.Quando os cobradores de impostos descobriram,mandaram matá-los,pois além da herança ilegal,era proibido manifestar qualquer ato de ajuda ou compaixão na plebe,que não se originasse da igreja.Enfim,eu precisava da ampulheta para voltar no tempo e salvá-los.
Mesmo não acreditando muito no que Elisa me contava,a comoção surgiu como uma martelada forte e não consegui conter o choro.Todo esse tempo fui ignorante,vivendo sempre sozinha e isolada,enquanto muitos sofriam com o reinado injusto da corte.
Após o jantar,arrumei o canto do quarto com um colchão reserva para que a garotinha descansasse.
Já estávamos dormindo quando ouvimos mais uma vez as trotadas.De repente os cavaleiros entraram violentamente,destruindo tudo de novo.O general fitou-me de forma malígna e falou,quase que num susurro:
-Tu mentiste,e por isso tua morte será cruel.A doce menininha da qual salvara e cuidara na tua casa irá sofrer e eu não quero que perdas nenhum momento da morte dela.Espero de gostes.-falou o general num profundo tom de ironia maldosa.
Foi tudo muito rápido.Elisa foi amarrada grosseiramente pelos pés numa árvore ali próxima e,com uma foice brilhante,afiada e demoníaca,um dos homens mais cruel e malevolente cortou a cabeça de Elisa com um só golpe.
Não vi tal cena.Eu estava acordada.
domingo, 15 de maio de 2011
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